Mostrando postagens com marcador Bela e a Fera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bela e a Fera. Mostrar todas as postagens

O Natal Encantado de Bela e a Fera

O Natal Encantado da Bela e a Fera (ou A Bela e a Fera – O Natal Encantado) é uma animação musical para o público infanto-juvenil produzido pelos estúdios Walt Disney Television Animation e Walt Disney Animation Canadá, e lançado direto em vídeo em 1997. O título original do filme é Beauty and the Beast: The Enchanted Christmas e tem 72 minutos (1:12) de duração. É uma co-produção entre Estados Unidos e Canadá.





O filme é derivado do filme de 1991 A Bela e a Fera (Beauty and the Beast) e a história se passa em algum período dentro do filme original, depois de Bela se tornar amiga da Fera e antes do feitiço da Fera ser quebrado. Depois desse filme, ainda foi lançado mais um filme usando os personagens originais de A Bela e a Fera em 1998 chamado O Mundo Mágico de Bela.



O Natal Encantado de Bela e a Fera conta que ao aproximar o primeiro Natal no período em que Bela vive no castelo de Fera, os objetos encantados a informa que Fera proibiu a celebração do Natal no castelo, já que foi no Natal que a feiticeira disfarçada o colocou sob o feitiço que o transformou na Fera. Mas Bela desperta o espírito natalino nos objetos encantados e planeja uma festa de Natal sem que a Fera saiba. A ex-decoradora do castelo, Angelique, que foi transformada em um enfeite de Natal em formato de anjo no momento do encantamento, fica animadíssima com a idéia de comemorar o Natal mais uma vez. Apesar de relutante a príncipio, devido o temor a Fera, ela e os outros objetos encantados começam a decorar o castelo e fazer os preparativos. Mas alguns moradores do castelo não gostaram disso e começaram a conspirar para arruinar o Natal de Bela. Esses moradores são o órgão de tubos Forte e o flautim Pífano. Forte foi o compositor da corte e tinha uma propensão para composições sombrias e Pífano é um amigo íntimo de Forte, e começa a participar do plano sujo de Forte, com a promessa que Forte escreverá um solo especialmente para ele. Como a depressão de Fera o fez ficar atraído pelas canções sombrias de Forte, o compositor deseja defender sua posição de todas as formas, mesmo que isso signifique matar Bela. Mas nem sob sua terrível ameaça, Bela desiste de ensinar a Fera o verdadeiro sentido do Natal!



O elenco de dubladores dos personagens principais é o mesmo do filme A Bela e a Fera. Paige O’Hara dubla o personagem Bela (Belle) e Robby Benson dubla a Fera (Beast). O objetos encantados principais também estão com os mesmo dubladores: Jerry Orbach (o candelabro Lumière), Angela Lansbury (o bule Madame Samovar ou Mrs. Pott), David Ogden Stier (o relógio Horlogue ou Cogsworth). A xícara Zip (ou Chip) que no filme original era dublado por Bradley Pierce, nesse passou a ser dublado por Haley Joel Osment nos diálogos e Andrew Keenan Bolger nas canções. Como a história se passa no castelo da Fera enquanto Bela é prisioneira, alguns personagens do filme original que vivem na aldeia onde morava, não aparecem nesse filme como Maurice, Gastão (ou Gaston) e Lefou.



Novos objetos encantados aparecem nesse filme: a enfeite de Natal teimosa Angelique (dublada por Bernadette Peters), o piano-órgão malvado Forte (dublado por Tim Curry) e o flautim inseguro Pífano (ou Fife, dublado por Paul Reubens).



O filme foi dirigido por Andrew ‘Andy’ Knight, e teve o roteiro escrito por Flip Kobler, Cindy Marcus, Bill Motz e Bob Roth. A trilha sonora é de Rachel Portman e a montagem de Daniel Lee. O desenho de produção esteve a cargo de Brad Graham e a direção de arte por Julie Eberley e Clive Powsey.



Em 1998, ele foi indicado ao Saturn Award, prêmio concedido pela Academia Cinematográfica de Ficção Científica, Fantasia & Terror dos Estados Unidos, como Melhor Lançamento Direto em Vídeo. Além disso o prêmio Annie o indicou a 5 prêmios na área de Animação: Diretor, Dublador (Jerry Orbach e Tim Curry), Roteiro e Canção (As Long As There’s Christmas).



As canções cantadas no filme foram todas compostas por Rachel Portman e Don Black e são Stories (cantada por Paige O’Hara), As Long As There’s Christmas (cantada por Andrew Keenan Bolger, Angela Lansbury, Paige O’Hara, David Ogden Stiers, Jerry Orbach e Bernadette Peters, tendo uma reprise no filme cantada por Bernadette Peters e Paige O’Hara, e uma versão pop nos créditos finais cantada por Roberta Flack e Peabo Bryson), Don’t Fall in Love (cantada por Tim Curry) e A Cut Above the Rest (cantada por David Ogden Stiers, Jerry Orbach e Paige O’Hara).




Além disso, o filme traz uma canção natalina tradicional Deck the Halls (cantada por Angela Lansbury, David Ogden Stiers, Jerry Orbach e Bernadette Peters), e os temas instrumentais de Rachel Portman: We Wish You A Merry Christmas, Do You Hear What I Hear , O Come O Come Emmanuel, Joy To The World, O Christmas Tree, The First Noel, What Child Is This, The Twelve Days Of Christmas, Silent Night, Belle's Magical Gift, Fife's Yuletide Theme e The Enchanted Christmas Finale.







As canções em português recebeu os títulos Histórias (Stories), Natal Para Sempre (As Long As There’s Christmas), Não Se Apaixone (Don’t Fall in Love), Ninguém Vai Nos Superar (A Cut Above the Rest) e Falalá (Deck the Halls).






Nos primeiros estágios da produção, o filme foi planejado para ser uma seqüência direta do filme original, com os eventos ocorrendo depois do final do primeiro filme, e com o irmão mais novo e vingativo de Gastão, Avenant, como o vilão. Curiosamente, Avenant foi o vilão no filme francês de 1946 A Bela e a Fera (La Belle et la Bête), e a inspiração para o personagem Gastão no primeiro filme, mas não apareceu de nenhuma maneira no filme de 1991. Mas ainda bem que eles desistiram dessa idéia, já que a Fera é um dos personagens mais atraentes no filme original, e que não existiria na seqüência planejada, já que o encantamento já havia sido quebrado e ele voltara a ser o príncipe, além do que os objetos encantados também voltaram a ser humanos. Com o abandono dessa idéia a magia e encantamento do filme original não foi quebrado, como ocorreu com algumas sequências de outros filmes Disney direto pro vídeo.


A maioria das sequências de clássicos Disney lançados direto pro vídeo não são boas, já que as personalidades dos personagens são distorcidos e qualidade da animação é mais baixa, com fundos simplesmente mal-feitos. Felizmente, O Natal Encantado da Bela e a Fera, não sofreu tanto com isso. A maioria das animações dos personagens, embora não tenha a qualidade do original, está bem acima da média e a personalidade deles não mudou tanto. E até mesmo os números musicais são originais e memoráveis. Então, para quem curtiu A Bela e a Fera vale a pena dar uma arriscada e assistir também O Natal Encantado de Bela e a Fera.

O Mundo Mágico de Bela

O Mundo Mágico da Bela é mais uma continuação do clássico Disney A Bela e a Fera lançado direto em vídeo em 1998. Infelizmente, como a maioria dessas seqüências, esse filme justifica a queixa dos fãs dos grandes clássicos. É mais um exemplo de como um filme com o selo Disney pode ser muito ruim, feito apenas visando lucro rápido. A animação não tem uma narrativa única e nem a magia que nos encanta nos filmes da Disney lançados no cinema.


O filme reune quatro episódios:
- A Palavra Perfeita: um jantar entre Bela e Fera termina mal e nenhum dos dois quer dar o primeiro passo para se desculpar. Quando o dicionário Webster, a caneta La Plume e uma pilha de papéis chamdo Crane, escrevem uma carta como se fosse de Fera, Bela aceita a desculpa para si mesma e as coisas ficam bem por um tempo. Mas quando Fera descobre o que os objetos mágicos fizeram, os expulsa para a neve. Mas no fim Bela e Fera aprende a fantástica lição do perdão.
- A Asa Quebrada: Fera deseja convidar Bela para almoçar com ele, e com ajuda de Madame Samovar ele faz o convite. Mas Bela não parece no almoço pois estava cuidando de um pássaro que estava com a asa quebrada. Isso deixa Fera muito irritado, mas por fim ele acaba aceitando a situação e coloca o pássaro em uma gaiola, ordenando ao pássaro que cante. Isso não agrada a Bela, que argumenta que o pássaro só cantará se ele estiver feliz. Isso faz com que Fera solte o pássaro.
- A Loucura de Fifi: faz cinco anos desde o primeiro encontro entre Lumiére e Fifi. Lumiére deseja tornar a ocasião especial e pede uma pequena ajuda a Bela. Mas Fifi ao vê-los, entende mal o que está acontecendo e acha que Bela e Lumière está tendo um romance. Quando as coisas são esclarecidas, Lumière e Fifi saem para um passeio de trenó, mas as coisas não saem tão tranquilo como ele pretendia.
- A Festa de Madame Samovar: Madame Samovar está se sentindo deprimida e para animá-la Bela decide fazer uma festa surpresa. Ela pede a ajuda dos outros objetos mágicos e eles tem que preparar a festa sem Madame Samovar perceber e sem acordar Fera que está em um sono profundo. Mas eles não chegam a um acordo sobre o tipo de flores e o tipo de bolo que usaram na festa.



Percebemos claramente pelo estilo do filme, que contém cortes nítidos para intervalos comerciais, que eles foram feitos pensando em ser uma série de TV. Mas eles são tão fracos em roteiro e animação, que se torna compreensível que a série não se concretizou. Se isso for verdade, o lançamento em vídeo é uma tentativa descarada de disponibilizar trabalhos rejeitados para lucro financeiro.


Só mesmo os fãs obstinados de A Bela e a Fera podem ter amores secretos por O Mundo Mágico da Bela. Com os personagens tão conhecidos de um dos maiores clássico da Disney na capa, quem comprou o vídeo com base no título pode ter tido uma surpresa decepcionante, já que o desenho é indigno até mesmo de ser chamado de sequência. Mesmo em comparação com outras sequências que foram lançadas direto em vídeo, O Mundo Mágico da Bela é fraco. Infelizmente, apenas alguns fãs ficaram satisfeitos com essa produção de qualidade tão inferior.