A Bela e a Fera - A história




A Bela e a Fera continua sendo até hoje uma das histórias românticas mais populares que o mundo já conheceu, um material rico que serviu de inspiração para o 30º longa-metragem de animação dos estúdios de Walt Disney. Esta fábula clássica sobre uma bela jovem e seu encontro com uma fera encantada sempre fascinou e intrigou os autores, os cineastas e as platéias. Graças ao talento e à imaginação dos artistas Disney, à sua inspirada partitura musical e à contribuição de um elenco de dubladores de grande talento, esta fantasia clássica assumiu uma dimensão nova e emocionante, unicamente possível através da magia da animação.



Passado numa pequena aldeia francesa no final do século XVIII, A Bela e a Fera segue as incríveis aventuras de Bela, uma jovem atraente e inteligente que foge da rotina tediosa de sua vida provincial – e dos incansáveis galanteios de seu belo, mas brutal pretendente, Gastão – através dos livros. Apesar de todas as jovens da aldeia o acharem um homem bonito, Bela não o suporta, pois vê nele uma pessoa primitiva e convencida. Ela é filha do bondoso Maurice, um inventor que é visto como louco pelos habitantes do vilarejo. Quando o pai de Belle vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela. Quando Belle sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura. Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. A Fera concorda e todos os "moradores" do castelo, que lá vivem e também foram transformados em objetos falantes, sentem que esta pode ser a chance do feitiço ser quebrado. Mas isto só acontecerá se a Fera amar alguém e esta pessoa retribuir o seu amor, sendo que isto tem de ser rápido, pois quando a última pétala de uma rosa encantada cair o feitiço não poderá ser mais desfeito. Com a ajuda dos empregados encantados do castelo – um bule de chá, um candelabro e um relógio, entre outros – ela logo passa a ver que por trás da aparência assustadora da Fera se esconde o coração e a alma de um príncipe humano. Enquanto isso, consumido pela rejeição e pelo ciúme, Gastão demonstra ter o coração de um monstro e lidera uma turba enfurecida até o castelo para tentar matar a Fera.




Essa versão do conto-de-fadas pela Disney conta a história de Fera. Não se trata da história de uma jovem que quer conquistar seu amor e é capaz de sacrificar muita coisa para realizar seu sonho, como Ariel de A Pequena Sereia. É a história de um cara com problemas sérios e de sua redenção final graças a uma série de acontecimentos. Para ele, o taxímetro está correndo e ele precisa encontrar alguém para amá-lo antes que a bandeirada de sua corrida chegue ao fim. Nessa história, a rosa se tornou o tique-taque de um relógio.



Outro elemento único nesta história é a ausência de um vilão típico. Na maioria dos filmes da Disney, o herói luta contra obstáculos externos, sejam eles uma bruxa, um dragão ou algum maníaco. Neste filme, embora Gastão se torne uma ameaça real, o verdadeiro inimigo de Fera é ele próprio e sua verdadeira luta é interna, consigo mesmo, contra sua própria natureza. Esta alteração tornou o personagem muito mais interessante para o filme.

O personagem Chip inicialmente tinha apenas uma fala em todo o filme, mas os produtores gostaram tanto do personagem que decidiram que ele deveria ter mais participações na história. O personagem “fofo” do filme originalmente seria uma caixa de música, que seria uma espécie de versão musical do Dunga (Branca de Neve e os Sete Anões). Entretanto, com a expansão do papel de Zip, a ideia foi eliminada. Ainda assim, a caixa de música pode ser vista brevemente sobre uma mesa próxima á Lumière pouco antes do início da batalha entre os objetos encantados e os aldeões. 
É interessante notar que na cidade onde vive Bela é a única que usa roupas com a cor azul. Esta diferenciação foi criada para ressaltar ainda mais o quanto ela era diferente dos demais moradores do local. Depois, quando Bela encontra a Fera, ele também se veste de azul, mostrando, de uma forma algo primária, que "eram feitos um para o outro". Quem serviu de modelo para os desenhistas desenvolverem Bela foi a atriz Sherri Stoner, que já havia servido de modelo para a personagem Ariel de A Pequena Sereia.

Julie Andrews foi cogitada para o papel de Madame Samovar. Jodi Benson, que dublou Ariel em 1989 no filme A Pequena Sereia, estava inicialmente escalada para fazer o papel de Bela, mas a equipe considerou que era necessária uma voz de tom mais europeu. Howard Ashman então sugeriu Paige O’Hara para o papel. Durante a audição de Paige O’Hara, uma mecha de seu cabelo voou para a sua face e ela o retirou de lá. Os animadores gostaram disto e adicionaram ao filme.

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